Terça-feira, Junho 30, 2009

18 denúncias contra Sarney


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

A Agência Brasil publicou no dia 29 de junho de 2009 a notícia de que o senador Arthur Virgílio pediu ao Conselho de Ética para que abra uma investigação contra o presidente do Senado, senador José Sarney.

As denúncias apresentadas por Virgílio são as seguintes:

1) Maria do Carmo Macieira, sobrinha de Sarney, nomeada por ato secreto no gabinete da senadora Roseana Sarney, filha do presidente do Senado;

2) Vera Portela Macieira Borges, sobrinha de Sarney, nomeada por ato secreto no gabinete do senador Delcídio Amaral, em Campo Grande;

3) João Fernando Sarney, neto de Sarney, nomeado e exonerado por ato secreto no gabinete do senador Epitácio Cafeteira;

4) Rosângela Terezinha Michels Gonçalves, mãe de João Fernando Sarney, neto de Sarney, nomeada logo após a exoneração do seu filho;

5) Nathalie Rondeau, filha do ex-ministro Silas Rondeau e afilhado político do Sarney, nomeada para trabalhar no Conselho Editorial do Senado. Sarney preside o Conselho;

6) Amaury de Jesus Machado, funcionário da senadora Roseana Sarney na casa dela em Brasília, é lotado no gabinete da senadora;

7) José Sarney emprestou seu imóvel funcional ao ex- senador e seu aliado Bello Parga;

8) Elga Mara Teixeira Lopes, especialista em campanha eleitoral, nomeada e exonerada através de ato secreto entre o 1º e o 2º turnos da campanha de Roseana Sarney para o governo do Maranhão, em 2006. A exoneração foi cancelada posteriormente por meio de ato secreto;

9) Valéria Freire dos Santos, viúva de um ex-motorista do Sarney, mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para os senadores. Ocupa cargo comissionado no Senado Federal;

10) Fausto Rabelo Cosendey, gerente administrativo da empresa do neto de Sarney (SARCRIS, no Maranhão), José Adriano Sarney, é lotado no gabinete do deputado Sarney Filho;

11) Isabella Murad, sobrinha de Jorge Murad (marido de Roseana), nomeada por ato secreto para o gabinete de Epitácio Cafeteira. Ela mora na Espanha;

12) Virgínia Murad de Araújo, prima de Jorge Murad (marido de Roseana), nomeada no gabinete da liderança do governo no Congresso pela senadora Roseana Sarney;

13) Ivan Celso, irmão de Sarney, teve cargo de confiança no Senado;

14) Fernando Nelmásio Silva Belfort, diretor executivo do museu e também mausoléu de Sarney, foi lotado na Liderança do Congresso Nacional;

15) Shirley Duarte de Araújo, cunhada de Sarney, lotada durante seis anos no gabinete da senadora Roseana Sarney;

16) José Sarney encabeça os atos que criaram pelo menos 70% dos cargos de direção da Casa;

17) José Sarney recebia auxílio-moradia no valor de R$ 3,8 mil mesmo tendo casa em Brasília;

18) José Sarney ordenou que quatro servidores da área de segurança do Senado Federal fossem deslocados para reforçarem a segurança de sua casa no Maranhão.


fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/29/materia.2009-06-29.4493583040/view



Sexta-feira, Junho 26, 2009

O Reino de Deus: Estabelecendo o Governo de Cristo - John Wimber

O Reino de Deus: Estabelecendo o Governo de Cristo
Por John Wimber

Traduzido por Rolf Jesse Fürstenau a partir de material em espanhol da conferência “Venha Teu Reino”, Barcelona, 22-24 de Abril, 1999. Nesta tradução foram utilizadas as Bíblias nas versões Almeida Revista e Corrigida (ARC) e Nova Versão Internacional (NVI).


Talvez nada seja mais dominante nos evangelhos do que o conceito do Reino de Deus. Por exemplo, no começo do evangelho de Marcos lemos: “E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do Reino de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho.” (Marcos 1.14-15, ARC). Em Mateus 4.23, antes de começar um grande ensino, Mateus resumiu o ministério de Jesus na Galiléia mencionando três coisas: “ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo“ (NVI). Mateus repete este resumo de novo em 9.35. Em 10.7, depois que Jesus deu autoridade aos discípulos para expulsar demônios e para curar os enfermos, ele os instrui para que preguem que “É chegado o Reino dos céus” (ARC), e em seguida lhes diz: “curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios” (ARC). A palavra Reino sempre estava na boca de Jesus.

O Doutor James Kallas, em seu livro Jesus and the Power of Satan, sugere que, já que Jesus nunca explicou o que significava o Reino, ele assumiu que as pessoas sabiam (ou pensavam que sabiam) o que realmente significava (Kallas 1968, 119). No Antigo Testamento, o Reino de Deus estava relacionado com as expectativas dos judeus acerca da vinda do Messias. Estava conectado com a escatologia judaica, com sua esperança para o futuro. No judaísmo histórico, o Reino de Deus era compreendido em um sentido nacionalista. As pessoas tinham uma esperança militar, geográfica e terrenal, de que um reino nacionalista poderia se estabelecer um dia. Seria um império futuro tal como nos “bons tempos passados” do Rei Davi. Os judeus do primeiro século buscavam outro rei semelhante ao rei Davi, um Messias ungido para os guiar ao poder político por meio do poder militar. Quando Jesus falou do Reino de Deus, a maioria das pessoas pensaram em um reino deste mundo, povoado por judeus, sem aspectos futuros nem espirituais. João 6.15 claramente apóia isto: as pessoas queriam que Jesus fosse seu rei. Este também era o anseio dos discípulos, mesmo depois de terem estado com ele durante anos (Atos 1.6).

Quando Jesus falou do Reino não se referia a um reino terreno e nacionalista, nem tampouco falava exclusivamente de um reino celestial e futuro, como chegou a interpretar-se o Reino de Deus durante o período inter-testamentário. Ele anunciava o fato de que Ele estava estabelecendo seu governo nesta terra. Satanás nunca mais teria domínio completo sobre a terra e seus habitantes – Jesus tinha vindo com um só propósito em sua mente: destruir a atividade de Satanás no mundo. Duas das maneiras através das quais Ele fez isso foi curando os enfermos e expulsando demônios. Estes eram exemplos do conflito entre Jesus e Satanás. Se iniciou a batalha pela propriedade e pelo governo sobre os seres humanos. De forma similar outras áreas foram invadidas: a fome (João 6), as catástrofes naturais (Marcos 4.35 em diante), a enfermidade (Lucas 7.21) e a morte (Lucas 7.11 em diante). Em todas essas batalhas Jesus foi e segue sendo o vencedor.

Em Mateus 12.22-31 Jesus esclarece que a luta na qual ele esta não é uma gerra civil dentro de um reino. É uma batalha entre o reino de Deus e o reino do diabo. O homem forte, Satanás, está atado, e assim sua casa (o reino de Satanás) pode ser saqueada. O poder de Satanás está refreado, mas ele não ficou completamente sem poder (Mateus 16.23; Marcos 8.33; Lucas 22.3).

Então, é bastante óbvio que a guerra cósmica foi declarada. Jesus veio para invadir o reino de Satanás e derrotá-lo. Esta missão de implantar o Reino de Deus Jesus também deu aos seus discípulos (Lucas 10.8-9). Foi em sua pregação e seus milagres que Jesus viu a queda de Satanás, isto é, a derrota de Satanás (Lucas 10.8-9). Os inimigos do Reino de Deus não são forças físicas, mas espirituais(Efésios 5.11-12).

Quando Jesus deixou a terra, ele disse aos discípulos que eles receberiam poder para levar a cabo a missão que Ele havia iniciado (Atos 1:8). Isto incluía curar aos enfermos (espiritual, física e emocionalmente), e expulsar demônios. Para tudo isso é necessário poder, e isso é o que Ele prometeu em Atos 1:8.

Uma última ilustração nos ajudará a esclarecer essa continua batalha pelo governo. Oscar Cullman em Christ and Time fala a respeito do dia D e do dia V, da Segunda Guerra Mundial. O dia D foi 6 de junho de 1944. Para todos os efeitos, o resultado da guerra se decidiu neste grande dia de batalha. Os aliados foram os vencedores. Entretanto, a guerra não terminou até o dia V, 7 de maio de 1945 (Cullman 1964, 1). Houve mais perdas de vidas durante este período do que em qualquer outro durante a guerra. Mesmo assim a vitória havia sido determinada, a guerra terminaria em breve. Assim é com Jesus. Deus fincou sua bandeira na forma da cruz de Jesus. A terra é o território. Deus derrotou o inimigo no nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus. A guerra não terminou, mas o resultado esta assegurado. A Igreja - que foi chamada como o exército de Deus – continuará assaltando as cidadelas de Satanás e através dela Deus implantará seu governo.

Temos sido chamados para nos unir à batalha em todas as frentes. Para isso, devemos aprender a permitir que Deus nos governe e que governe nosso lar, nossa igreja e nossa cidade e levar seu reino àqueles que ainda estão atados no reino de Satanás.

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Terça-feira, Junho 23, 2009

Anos 90



Pelo Twitter recebi um link para o site N Coisas da rádio Ipanema que falava sobre a volta dos anos 90... Logo abaixo está o post da Ipanema (que pegou da Rolling Stone) e mais embaixo um comentário meu sobre o que essa década foi para mim.

23 de Junho de 2009 - 09:06

Este ano, bandas como Jane’a Addiction, Limp Bizkit e No Doubt, estão se reunindo. Patrocinadores esperam que os fãs de música dos anos 90, ou seja, que saíram da adolescência mais ou menos na época do primeiro Lollapalooza ( um dos festivais mais marcantes da época), estejam sentindo saudade do rock desse passado não tão distante.

Há bons sinais: Jane’s Addiction e Limp Bizkit vão bater de frente com Blink- 182, Faith No More, No Doubt e Phish, clássicos dos anos 90 vêm sendo cada vez mais tocados nas rádios, e o canal VH1 está preparando mais programas como o retrospectivo I Love the 90s. “Sempre acreditei na regra dos 15 anos, diz o vice-presidente da VH1, Rick Krim. “Quinze anos atrás foi o coração da década de noventa. É um solo fértil”.


Ingressos para a maioria das turnês do verão norte-americano ainda não estão á venda, mas quando o Rage Agaist The Machine se reuniu em 2007 para encabeçar festivais do mundo todo, ficou clara a crescente demanda por shows de bandas dos anos 90. No ano passado, Stone Temple Pilots fez uma média de US$ 230 mil em ingressos por show, mais que o dobro que fizeram na turnê anterior, em 2002.


Mas o que está alimentando a demanda? “O peso dos filhos começa finalmente a diminuir. Agora o pessoal daquela geração consegue guardar algum dinheiro. Já criaram seus filhos e começam a se colocar em primeiro plano novamente” diz Marshal Cohen, analista chefe da empresa de pesquisa de mercado NDP Group.


Fonte: Revista Rolling Stone

Que maravilha! Esta foi a minha década! Entrei nela com 11 e saí com 21 anos, ou seja, foi toda minha adolescência. Até tento, mas não consigo curtir de verdade a música dos anos 80... As bandas que eu curtia eram Nirvana, Pearl Jam, Green Day, Smashing Pumpkins, Alice in Chains, Metallica, Faith No More, Bride, Whitecross... Ouvia também Aerosmith, Guns, Bon Jovi... Naquela época a MTV era basicamente rock... bons tempos...

Me lembro quando, numa madrugada, vi pela primeira vez o Nirvana fazendo um show em um programa de música alternativa. Assim que vi fiquei impressionado e imediatamente coloquei uma fita de VHS no videocassete e gravei. Kurt Cobain estava com cabelo pintado de vermelho. Só mais tarde é que a banda passou a fazer mais sucesso por aqui com o Nevermind...

A imagem da minha MTV tinha bastante chuvisco. Eu havia pedido de presente para meus pais a instalação de uma antena UHF no telhado da nossa casa. Pouca gente assistia à MTV. Tinha um programa aonde o Thunderbird lia no ar cartas de telespectadores. Cartas de verdade, enviadas pelo correio... não e-mails! Isso foi antes do boom da internet. De tarde havia o “Gás Total” apresentado pelo Gastão Moreira aonde tocava rock um pouco mais pesado.

Lá pelos 13 anos passava a tarde na Players, uma locadora de vodeogame que ficava perto de casa. Jogava muito SNES. A gurizada que frequentava lá era da tribo skatista. Algumas músicas mais “comerciais” classificávamos como sendo “músicas que tocavam na Atlântida”. Eram músicas que não serviam para se ouvir em casa, mas apenas para dançar em festa (não nós, é claro... isso era coisa dos mauricinhos...). Deixei o cabelo crescer várias vezes... gostava muito das bandas de Seattle, mas rejeitava o rótulo “grunge”... Musicalmente acho que a década morreu junto com o Kurt Cobain. Outras bandas terminaram e mais tarde a MTV brasileira passou a dar mais destaque para o que antes era considerado ridículo e a americana para o rap.

No início da adolescência tomei a decisão de ser um discípulo de Jesus, em um retiro no Janz Team em Gramado. Considero esse o grande momento de conversão da minha vida. Depois dessa decisão passei a ir à igreja para buscar a Deus e não mais por obrigação. Na primeira oportunidade fui batizado.

De madrugada passava na Manchete um programa da Renascer só de música “gospel”. Naquela época o termo “gospel” passou a identificar todo um movimento de jovens evangélicos que curtiam rock. A Renascer parecia ser a igreja mais perfeita do mundo. Eu até fiquei escandalizado quando vi pela primeira vez um show do Bride na TV. Depois a banda passou a ser uma das minhas preferidas.

Na volta do Colégio Batista, junto com o meu colega de escola e igreja Felipe, passava na locadora Sound&Vision para ver se tinha novidades de rock alternativo. Foi assim que conhecemos o Green Day. Alugamos o Dookie antes de estourar por aqui. Gravamos em fita K7 e não cansávamos de ouvir enquanto jogávamos pingue-pongue e praticávamos arremessos de basquete em um circuito nos fundos da casa dele. Outras bandas que ouvíamos muito juntos era DC Talk, Newsboys e Audio Adrenaline. Petra também, especialmente o Petra Praise 2... Aliás, o Wake Up Call do Petra foi o meu primeiro CD cristão (secular foi o Use Your Illusion 2). Ah! Eramos fãs também da Rebecca St. James.

A música “gospel” brasileira era muito ruim, embora tivesse boa intenção. Se não me engano o meu primeiro CD “gospel” brasileiro foi um do Katsbarnéa aonde tinha a música Gênesis. Ele me enchia os olhos de lágrimas, mas a qualidade não se comparava com a das bandas de fora.

No início de 96 comecei a congregar em uma igreja carismática aonde tive um período maravilhoso e intenso de renovação. Época inesquecível. Entre os líderes estavam Isaías, Joãozinho, Christian... Vivi realmente um avivamento, não só pessoal mas também como igreja. Naquela época toda a dependência era do poder do Espírito Santo. Benny Hinn foi uma grande influência. Congreguei lá dois anos, até passar para aquela que eu pensava ser a melhor igreja do mundo. Até hoje ela não se estabeleceu ainda por aqui e já deixou de ser o que era a muito tempo, infelizmente. Pela internet pesquisava a respeito do avivamento que estava acontecendo ao redor do mundo (que teve como destaque Toronto).

Durante essa década desenvolvi algumas grandes amizades... Felipe, Guilherme, Cleber...

Eu orava para ter uma “namorada maravilhosa” e no final dessa década eu a encontrei. E foi pelo ICQ. Namorar com alguém que se conheceu pela internet era novidade! Casar com alguém da internet, então... era loucura... Recentemente comemoramos juntos em nossa casinha os 10 anos do nosso primeiro chat!

Enquanto estou terminando de escrever esse post, coicidentemente está tocando Smashing Pumpkins na 107... Que mistério!

Segunda-feira, Junho 22, 2009

SUPER CONEXÃO

SUPER CONEXÃO
27 de Junho de 2009 - 19h30min
Igreja Batista Passo D'Areia
Porto Alegre, RS

Romulo Lobo
Vineyard Rio
Responsável pelo Grupo Pequeno Vineyard Porto Alegre


Tuca Lopes
Pastor da Vineyard Camboriú

(clique na imagem para ampliar)


Vineyard Rio em Guaíba

14, 15 e 16 de Agosto de 2009
Reina em Mim
Seminário de Adoração em Guaíba
com Luciano Manga, pastor da Vineyard Rio de Janeiro

(clique no cartaz para ampliar)

Sábado, Setembro 20, 2008

Eleições 2008 e a Igreja

Chegamos em um período que me traz varios sentimentos. Para mim as eleições são momentos excitantes aonde o debate se intensifica e propostas novas são apresentadas (ou, pelo menos, deveriam ser). O povo pode manifestar sua opinião, em campanha e, finalmente, através do voto. É a beleza da democracia e da liberdade de expressão. Nestas eleições escolheremos nosso prefeito e nossos vereadores.

No entanto, este momento me traz também sentimentos de preocupação com relação ao comportamento dos evangélicos. Esse ano não estava me incomodando muito, até agora. Quase não acreditei quando ouvi de um pastor, no púlpito, afirmar que se alguém decidisse votar em um candidato que não fosse evangélico isto seria um jugo desigual, uma aliança pagã. A lógica é que Um vereador que não fosse evangélico iria, inevitavelmente, se corromper. Por outro lado, um vereador que estivesse ligado a uma igreja seria imune por estar "debaixo de autoridade".

Tal visão ignora a atuação vergonhosa de alguns políticos "homens de Deus" em anos recentes. 

A seguir está um artigo do sociólogo evangélico Paul Freston que foi pubicado na revista Ultimato no ano de 2000. Hoje, oito anos depois,  recomendo novamente a sua leitura.


A campanha eleitoral: raiz de todos os males
Por Paul Freston


15-09-2004 | Estamos novamente em época de eleições. A campanha já está nas ruas e na televisão. Entre os candidatos a prefeito e vereador estão muitos evangélicos, talvez mais numerosos do que nunca. Algumas denominações estão fazendo um esforço coordenado para marcar presença na política municipal e vários deputados evangélicos querem governar as suas cidades. Entre a indiferença e o entusiasmo, o eleitorado evangélico se prepara para votar.
O ceticismo toma conta de muitos. Afinal, a performance dos políticos evangélicos em geral tem deixado a desejar nos últimos quinze anos. Embora as análises desses evangélicos pessimistas divirjam, estão de acordo que não há remédio: qualquer nova leva de políticos evangélicos padecerá dos mesmos defeitos ou de outros igualmente nocivos.Mas outros evangélicos ainda são otimistas. Alguns porque negam as críticas comumente feitas à classe política evangélica, outros porque estão sempre na busca de uma fórmula que supere as limitações constatadas, seja por meio de um corporativismo mais eficiente, seja pelo surgimento de um "messias" político evangélico.

Em recente viagem (estou virando o Mineiro com Cara de Matuto!), fiz uma conferência para um grupo de evangélicos de vários países do Terceiro Mundo. Um africano, creio que do Quênia, fez um questionamento que poderia ter vindo de um brasileiro. Ele disse:

"Um evangélico entra na política porque é uma pessoa de muitos dons e os outros acham que ele poderá ser a solução para os problemas da nação. E quando já está lá, ele perde completamente o contato com seu ministério anterior e a igreja o deixa pairando no ar. Ele perde a direção, pelo menos com relação à visão que tinha quando começou. Da mesma forma, pergunto até que ponto o dom carismático entra nisso, porque muitas vezes quem tem mais dons é o mais anti-democrático. Ele acha que ninguém mais pode tomar o seu lugar, e o povo diz que 'ele é o nosso homem', até que surja outra pessoa e ocorra uma divisão."

A pergunta toca em duas feridas abertas da nossa comunidade evangélica, tanto aqui como (pelo que parece) em outros países: os políticos que decepcionam (culpa deles? culpa da igreja?) e os líderes personalistas anti-democráticos dentro da própria igreja, um modelo freqüentemente transferido para a política. A minha resposta na ocasião, agora um pouco recheada, foi a seguinte:

"Este é um exemplo da transferência de práticas do campo religioso para o campo político. Se temos na igreja este modelo de líder messiânico que pensa possuir todos os dons carismáticos em si mesmo (ao contrário do modelo neotestamentário que diz que todos os cristãos têm dons mas ninguém tem todos os dons, e por isso precisamos viver e presidir em comunidade), existe a tendência de transferir o modelo para a nossa ação política também."

Por que o cristão que entra na política tantas vezes "dá errado" depois? Claro que pode haver um problema individual: alguns candidatos são totalmente despreparados. Mas não devemos pensar essa questão em termos de falhas individuais. Há limitações da igreja que se revelam aqui. Na vida pública, as falhas da igreja se tornam muito mais visíveis. Elas sempre existiram, mas eram mais privadas e quase ninguém reparava. A gente não "deu errado" de repente porque entrou na política. Sempre tivemos esses problemas mas não os enxergávamos. Isso porque trata-se de uma questão de poder. Quanto mais poder existe em uma situação, mais graves parecem ser os erros. Mas as tendências sempre existiram. A situação de poder apenas revela a verdade que não víamos antes.

Precisamos pensar essas questões em termos de modelos. Não é só questão de preparo individual (habilidades e virtudes), embora estas também sejam importantes. Um modelo comum no Brasil é a candidatura auto-impelida. Um indivíduo se considera possuidor de dons ou então se sente vocacionado. Talvez tenha tido uma revelação, uma visão, um sonho... Aliás, a respeito disso, se você teve uma revelação para se envolver na política, se envolva. Mas não fale da sua revelação para ninguém, não a utilize como arma para constranger outros a apoiar você! Já houve vários exemplos na América Latina de evangélicos candidatos a presidente dizendo que tinham uma revelação... E aí, quando não ganhavam, tinham de explicar o porquê.

Mesmo em casos nos quais o candidato não reivindica uma revelação, o desejo de se envolver é muitas vezes auto-impelido, auto-gerado. Então, a pessoa se deixa exposta, porque entra em situações nas quais o poder está muito mais presente, e não sabe como lidar com isso.

O segundo modelo, igualmente problemático, é o modelo corporativista, no qual a igreja como instituição (ou pelo menos o grande líder carismático) se mobiliza e diz: "vamos nos envolver na política, vamos ter candidatos". Isso traz enormes problemas. A política é reduzida a um corporativismo, a um meio de conseguir coisas para a igreja como instituição. Parece que por trás disso há uma idéia de que a sociedade nos deve pagar um tipo de imposto porque nós temos a verdade, temos o direito de ser ajudados. Esse é um estranho conceito de missão, que é muito relacionado com a corrupção, o fisiologismo e o oportunismo, porque você precisa conseguir recursos estando próximo do governo ou de interesses poderosos.

Estes dois modelos, o auto-gerado e o institucional, são muito dúbios. Precisamos de um terceiro modelo, um modelo comunitário, que não é individualista nem corporativista. O envolvimento deve ser como parte de um grupo, mas um grupo (quer seja somente de evangélicos quer seja também de não-evangélicos) constituído para fins políticos e sem interesses institucionais para defender. Isso dá um elemento de responsabilidade, de accountability (prestação de contas), de transparência. Dá também um elemento de responsabilidade ideológica, de que você está envolvido com um certo projeto político, uma certa visão do que significa ser cristão na política, e que você será responsável perante aquela visão ideológica. Já existe no Brasil o MEP (Movimento Evangélico Progressista). Eu gostaria que existisse também um MEC (Movimento Evangélico de Centro) e um MED (Movimento Evangélico de Direita)! Gostaria de ver movimentos evangélicos do mesmo tipo do MEP, ao longo do espectro político, com propostas diferentes e concorrendo pelo voto evangélico, mas de maneira legítima e séria, procurando educar e conscientizar o povo evangélico a votar e se envolver com consciência. Isso seria um sinal de maturidade democrática. Seria possível ter debates acalorados mas sérios e respeitosos. Infelizmente, isso não existe. É impossível ter um debate sério sobre evangélicos e política porque as pessoas envolvidas nos outros dois modelos fogem dos debates. Por isso, precisamos incentivar esse modelo comunitário de engajamento político evangélico, para evitar os males do isolacionismo e do institucionalismo.

Então, o estilo do mandato pode ser em grande parte previsto pelo modelo da Candidatura e pela natureza da campanha. O estilo de campanha determina o mandato. Os acordos feitos com lideranças evangélicas, o tipo de apelo feito ao eleitorado evangélico, as ingenuidades alimentadas entre o eleitorado, a relação construída na campanha em termos de expectativas levantadas e de "dívidas" (literais e figuradas) contraídas – tudo isso determinará o mandato. O candidato que se "endividou" na campanha de formas inconciliáveis com a democracia, ou com a justiça social, ou com a diferença entre moralidade e legislação (nem todas as partes da moral cristã devem ser matéria de legislação), ou com a correta separação entre igrejas e Estado, com certeza "decepcionará" durante seu mandato. Mas isso deve ser surpresa somente para os ingênuos. O privilegiamento institucional será um presente de grego para as igrejas, criando dependências, incentivando hipócritas, amarrando a boca profética. O candidato precisa educar os ingênuos e frear os sedentos de poder e de benesses.

O âmago de tudo isso é a grande questão ausente dos nossos debates teológicos: o poder. Tanto o personalismo individualista como o institucionalismo corporativista sofrem de uma doutrina fraca do pecado. Alias, nós evangélicos, ironicamente, muitas vezes temos um conceito fraco do pecado! Não temos a doutrina protestante clássica de desconfiança no ser humano - qualquer ser humano, mesmo que seja um cristão sério, convertido, batizado no Espírito Santo; ou mesmo vários deles reunidos na cúpula de uma denominação. A doutrina clássica de que os pecadores precisam se controlar mutuamente num sistema de mútua prestação de contas é substituída por uma esperança "messiânica" num grande líder político evangélico ou pela fé numa "vanguarda" de líderes evangélicos com um direito divino de governar. Os partidos comunistas antigamente tinham essa idéia da "vanguarda". Os líderes iluminados do partido tinham a capacidade de interpretar infalivelmente os acontecimentos históricos e, portanto, o direito de guiar o povo. As vanguardas marxistas desmoronaram, mas vanguardas evangélicas estão surgindo. Devemos desconfiar de todas elas. Não se pode confiar tanto em ninguém, por mais consagrado que pareça, por mais unção do Espírito diga ter, por mais que reivindique governar ou legislar em nome de Deus. Nada substitui sistemas de prestação mútua de contas, de transparência e participação democrática. A democracia também não garante nada, mas é o sistema menos ruim, menos perigoso, porque mais próximo da visão bíblica do ser humano.

A teologia protestante clássica frisa que as relações de poder são inevitáveis (fazem parte do tecido da vida humana), mas sempre perigosas. O nosso meio evangélico, por outro lado, tende a enfatizar apenas um dos lados dessa ambivalência, de acordo com a nossa situação social. Quando impotentes, frisamos o perigo do poder e a necessidade de evitá-lo totalmente ("crente não se mete em política"). Mas quando o poder se abre para nós, imaginamos a possibilidade de exercê-lo sem ambigüidade, em nome do "povo de Deus". Não conseguimos equilibrar os dois lados da equação.

Se alguém me pergunta se confio em algum político evangélico (seja Garotinho, Benedita, Iris Rezende, Bispo Rodrigues ou qualquer outro), respondo que não. E o chocante não é essa minha resposta, mas o fato de que muitos evangélicos acham quase uma heresia dizer isso. Mas, biblicamente, não devemos confiar nos príncipes, mesmo que sejam evangélicos e tenhamos ajudado a colocá-los no poder! É por termos uma doutrina superficial do pecado que nos damos mal politicamente e criamos ídolos evangélicos que depois nos desapontam.

(Artigo originalmente publicado na revista Ultimato, no ano 2000)


Paul Freston é brasileiro naturalizado de origem inglesa. É sociólogo e pesquisa há muito tempo a relação entre evangélicos e política, tanto no Brasil como em outros países. É autor, entre outros, de Evangélicos e Política na Ásia, África e América Latina (Cambridge University Press, 2001) e de Partidos Políticos Protestantes: Um Panorama Global (Ashgate, 2004), além de Evangélicos na Política Brasileira (Encontro Editora, 1994).

fonte: http://www.teologiabrasileira.com.br/Materia.asp?MateriaID=79

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Marco Feliciano encontra Reverendo Caio Fábio

Pr. Marco Feliciano encontra Reverendo Caio Fábio
“Ouvi palavras profundas e carregadas de amor fraterno", diz Marco Feliciano


Pr. Marco Feliciano e Rev. Caio Fábio
O pastor Marco Feliciano esteve, na semana passada, com o reverendo Caio Fábio, uma das lideranças evangélicas mais conhecidas do país. O encontro ocorreu na residência do reverendo, em Brasília, onde discutiram sobre a igreja e os caminhos das lideranças. “No aconchego de seu lar, fui recebido como um irmão, porém nunca nos havíamos falado”, lembra o Pr. Marco.

Foram duas horas de conversa, durante as quais Feliciano pôde conhecer um pouco mais de Caio. “Ouvi palavras profundas, arraigadas em Cristo e carregadas de amor fraterno. Pude conhecer um pouco da alma deste pensador, e suas palavras se misturam com uma poesia incrível”, lembra. Conceitos, valores, a igreja moderna, o Evangelho: tudo passa pelo pensamento de Caio Fábio. “Com tanta bagagem assim, é claro, não deixou de me aconselhar e instruir, o que ouvi com reverência”.

Feliciano diz que se emocionou várias vezes durante a conversa, inclusive ao ouvir o desabafo de um líder que foi ferido, machucado. “Porém, como diz o poeta cristão, ‘os mais belos hinos e poesia foram escritos em tribulação’”, lembra. Talvez por isso, o reverendo se mantém de pé até hoje.

“Descobri que sua história começa em Manaus, quando, ainda aos 18 anos de idade, já começava a aparecer na TV. Hoje, com 54 anos, tem uma história que precisa e deve ser respeitada. Pregador e conselheiro de nações, urge que sua voz profética ressoe nos ouvidos desta geração jovem. Muitas vezes fui acalentado pelo doce Espírito Santo enquanto ouvia suas mensagens”, conta o pastor Marco.

No final do encontro ficou agendada uma entrevista para o programa Tempo de Avivamento, exibido pela RedeTV aos domingos, às 13 h

fonte: http://www.marcofeliciano.com.br/site2007/materia.asp?MA_ID_MOD=586&CAT_ID_MOD=3

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Sábado, Agosto 09, 2008

Guerra Civil na Igreja - Rick Joyner

Guerra Civil na Igreja

Rick Joyner

Publicado no Morning Star Prophetic Bulletin de maio de 1996 - www.morningstarministries.org

Traduzido por Rolf Jesse Fürstenau em julho de 2008 - www.furstenau.com.br

Houveram, provavelmente, poucas vezes na história momentos em que haviam mais razões para se esperar um grande avanço para a causa do cristianismo quanto agora. A renovação da igreja esta acontecendo ao redor do mundo. Movimentos de reconciliação estão confrontando importantes fortalezas como o racismo e outras raízes de divisão e injustiça. Novos movimentos poderosos estão impactando homens, mulheres e crianças, despertando-as para o seu lugar e destino na igreja. Em todo o mundo, cerca de 200.000 novos crentes estão vindo ao Senhor a cada dia.

Apesar de seus problemas, a televisão cristã tem feito muito para ajudar a derrubar as barreiras entre denominações e movimentos. Católicos agora assistem a Batistas, e Presbiterianos assistem aos Pentecostais, com todos aprendendo que existe mérito nas crenças dos outros. Há muitos eventos cristãos que ajuntam crentes de todo o espectro do corpo de Cristo, e intercâmbio genuíno esta acontecendo. Existe provavelmente mais unidade na igreja hoje do que em qualquer momento nos últimos mil anos.

Por tudo isso, existe realmente muito motivo para regozijo e esperança. Mesmo assim, alguns dos maiores eventos divisores de águas vieram em épocas e das maneiras que pareciam mais improváveis. É por isso que somos alertados de que quando os homens alegam “paz e segurança”, repentina destruição virá. Eu acredito que isto possa se aplicar ao presente progresso da unidade da igreja. Tudo o que esta acontecendo para trazer-nos à unidade é importante, e certamente uma busca digna, ainda mais por causa do que esta vindo. Entretanto, o maior teste da nossa unidade poderá em breve vir sobre nós, e tudo o que está acontecendo hoje pode ser um fundamento para uma futura unidade maior. O inimigo pretende usar o grande teste da nossa unidade, que está vindo, para a nossa maior derrota, mas se nós estivermos devidamente preparados, isto pode se tornar uma oportunidade para uma das nossas maiores vitórias.

As Hordas do Inferno Ainda Estão Marchando

Em 23 de fevereiro deste ano (N.T.: em 1996) me foi mostrado pela terceira vez que a igreja esta caminhando para uma “gerra civil espiritual”. Primeiramente eu recebi uma impressão disso em 1988. No início de 1995 eu vi novamente isto em um sonho, o qual eu descrevi em The Hordes Of Hell, Part I. Em 23 de fevereiro me foi dito que era tempo de alertar claramente a igreja, e de começar a se preparar para esta grande guerra com a determinação de lutar até que haja vitória completa. A definição de vitória completa nessa guerra seria a derrubada completa, na igreja, das fortalezas do Acusador dos Irmãos.

Tal vitória soa como algo bom para se lutar, mas por um longo período a batalha para ganhar essa vitória irá parecer como uma das maiores derrotas que a igreja jamais sofreu. O acusador se levantará de alguns dos locais e das pessoas mais inesperadas. Esta será, de fato, uma das batalhas mais cruéis que a igreja já enfrentou. Como toda guerra civil, ela levará a irmão se tornar contra irmão como, possivelmente, nós nunca testemunhamos antes na história.

Quando nos são mostrados eventos negativos iminentes não é necessariamente para os profetizarmos, mas para o propósito de frustrarmos os esquemas do inimigo. Entretanto, eu não acredito que isto possa ser parado agora, ou que o Senhor queira que pare. Esta batalha precisa ser lutada. É uma oportunidade de expulsar da igreja o acusador, e para a igreja, então, chegar a uma unidade que de outra forma seria impossível. Como a cruz, aquilo que Satanás pensa que irá destruir o seu inimigo é o que irá causar a sua própria derrota. Independentemente de quão ruim pareça por um momento, lembre que quando as grandes trevas vieram sobre o mundo na noite em que Jesus foi crucificado, em seguida veio a maior luz de todas – a ressurreição.

O que está vindo será escuro. As vezes os cristãos, quase universalmente, ficarão relutantes em chamar-se de cristãos. Crentes e incrédulos pensarão que será o fim do cristianismo como o conhecemos, e será. Através disso a própria definição de cristianismo será mudada, para melhor. A igreja que emerge daquilo que esta vindo será cheia de graça, verdade e poder, sem precedentes.

História Repetida

A iminente guerra civil na Igreja será semelhante à Gerra Civil Americana em vários aspectos. As grandes questões espirituais que precisam ser liquidadas na igreja são correspondentes aos problemas políticos que a América encarou antes da Guerra Civil. Até a primeira batalha da Guerra Civil Americana, ninguém em qualquer dos lados esperava que ela durasse mais do que alguns meses, e que, na pior das hipóteses, custasse mais do que algumas centenas de fatalidades. O custo final em vidas, propriedades e danos à alma da nação foi um choque profundo para todos em ambos os lados. Semelhantemente, o tipo de conflito para o qual a igreja está se encaminhando será inimaginável para quase qualquer um antes que aconteça, o que contribuirá para causar a séria falta de preparo. Isto por si só será um fator primordial que prolongará seriamente o conflito.

A Causa Princial

A escravidão não era tolerável na América, e a sua presença em um país livre com tal destino espiritual não poderia ser suportada. Da mesma forma, não é tolerável a escravidão espiritual e a opressão que agora existe em grande parte da igreja, e isto precisa ser erradicado antes que a igreja do último dia possa entrar em seu propósito pleno. Assim como na Guerra Civil Americana, a escravidão espiritual e a opressão se tornarão o principal problema que a igreja enfrentará.

Podemos protestar e afirmar que não existe tal escravidão espiritual hoje na igreja, e que grande parte dela está livre de tal opressão espiritual. Em mais da metade dos Estados Unidos haviam também “estados livres” antes da Guerra Civil, mas o restante possuía um câncer mortal que precisava ser removido ou o todo iria morrer. O mesmo é verdade com relação à igreja. Aproximadamente metade dos crentes no mundo hoje estão cativos debaixo de uma “mentalidade escravista” (N.T.: O autor usou a expressão plantation mentality, que se refere à mentalidade da época em que era utilizada mão-de-obra escrava nos EUA); líderes estão buscando apenas construir e manter os seus próprios estados espirituais, e eles estão fazendo isto geralmente através de trabalho escravo espiritual . Alguns são benevolentes com relação ao seu povo, a não ser que eles tentem sair, e outros são tão espiritualmente impiedosos e cruéis quanto muitos dos donos de escravos realmente eram.

Estamos falando aqui de escravidão e opressão no sentido espiritual, mas a sua perversão do nosso caráter espiritual não é menos devastadora do que a escravidão foi. Como pôde a América, que por outro lado era a nação mais livre da terra, acatar tal crueldade? Não pôde. Nenhuma nação pode acatar por muito tempo esse tipo de contradição e hipocrisia em seu meio. Nem a igreja pode continuar a acatar muitas das atuais contradições em seus ensinos e práticas por parte daqueles que a estão maltratando. Estas questões precisam ser abordadas.

A Grã-Bretanha, debaixo da liderança de homens como John Wesley e William Wilberforce, mostraram que a terrível instituição da escravidão poderia ser removida de uma nação pelo poder da verdade revelada. Eles se arrependeram e removeram o câncer do seu meio. Inicialmente fizeram isso tornando a posse de escravos inaceitável espiritualmente e socialmente, e então criando leis civis para fortificar estas evidentes verdades.

A América tomou outro caminho, tentando por décadas comprometer o óbvio e apaziguar os infratores. Isto só fez com que o custo total das inevitáveis mudanças fosse muito maior. Da mesma forma, há inevitáveis mudanças vindo à igreja. Neste exato momento nós estamos determinando quanto essas mudanças irão nos custar. O “cordão de três dobras de Satanás” (o espírito de controle, o espírito político e o espírito religioso), através do qual ele esta prendendo multidões de crentes, precisa ser confrontado e removido do nosso meio. Quanto mais tempo nos comprometemos com ele mais cara será a sua remoção derradeira. Assim como a América nunca poderia ter se tornado a grande nação que se tornou enquanto estava tolerando a posse de escravos em nosso meio, a igreja não pode chegar à sua glória derradeira enquanto estiver tolerando as fortalezas e cativeiros espirituais que oprimem a tantos hoje.

Sem Concessões

Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade (II Corintios 3:17).

Para haver adoração verdadeira precisa haver liberdade. É por isso que o Senhor colocou a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal no Jardim. Não poderia haver verdadeira obediência de coração a não ser que houvesse a liberdade para desobedecer. Se tudo o que o Senhor quisesse fosse obediência, ele poderia apenas ter criado os computadores e programado milhares deles para o adorarem. Mas o quanto Ele ficaria satisfeito com a adoração daqueles que não teriam escolha para fazer outra coisa? A liberdade é essencial para a verdadeira adoração, verdadeira obediência, e para qualquer lugar aonde o Espírito do Senhor vier. O uso de culpa, pressão, manipulação e controle para forçar os homens a fazerem o que nós achamos que deveriam fazer não é tolerável na igreja de Jesus Cristo, o qual veio para libertar os homens. A igreja que o Senhor constrói não é compatível com os dispositivos que muitos estão usando como um substituto para Seu Espírito Santo e para a verdadeira autoridade espiritual.

Novamente, o ponto principal da iminente guerra civil espiritual será em torno da instituição da escravidão – ou das instituições de escravidão espiritual. Quando eu falo de “instituições de escravidão”, não estou falando necessariamente de denominações, mas de qualquer organização, incluindo denominações ou movimentos, que estão mantendo seu povo em cativeiro espiritual. Quanto mais continuarmos a nos comprometer com tais instituições, que usam manipulação ou controle, pela causa da unidade ou por qualquer outra razão, mais irá nos custar, em última instância, para remover o câncer do nosso meio.

Outras Causas

Um grande fator secundário na Guerra Civil Americana, que alguns argumentam ser o fator principal, foi simplesmente a economia. Um dos maiores poderes de escravidão no fim da era será o do dinheiro sobre as pessoas. O dinheiro será o último falso deus no final. Por esta razão a “marca da besta” é uma marca econômica, e por isso “o amor ao dinheiro” é chamado de “raíz de todos os males”. Um deus não é apenas algo para o qual você se prostra, mas aquilo em que você confia. Muitos dos conflitos que estão por vir entre movimentos, denominações e igrejas individuais serão profundamente arraigados no poder que o dinheiro tem atualmente sobre a igreja. Muitos usarão diferenças doutrinárias ou outras questões como justificativas para seus ataques contra seus irmãos, mas a real causa será a perda, ou possível perda, de dinheiro.

Um grande ministério pode significar muito dinheiro. Porque muitas igrejas e ministérios são construídos com consideráveis dívidas, as pressões financeiras podem levar os líderes a fazerem coisas que normalmente não fariam. A mordomia (N.T.: stewardship) é uma das matérias mais cruciais para todo líder entender e praticar esses dias. Se nós comprometermos os padrões bíblicos nesta área, iremos cair em uma das armadilhas mais devastadoras do inimigo. Como diz Provérbios 22:7, “o que toma emprestado é servo do que empresta.”

Outra causa para a Guerra Civil Americana foi a compulsão de muitos no Sul de simplesmente “preservar o seu estilo de vida,” ou as “tradições.” Esta será, semelhantemente, a causa de muitos conflitos na iminente guerra civil espiritual. Existem muitas tradições boas que nós devemos honrar, mas muitas são substitutas para um relacionamento vivo com o Senhor. Um dos poderes de um espírito religioso é levar os homens a honrar as coisas que Deus fez no passado como justificativa para a sua oposição ao que Ele esta fazendo no presente.

Esta foi a razão principal porque os Fariseus, que amavam a palavra de Deus, e estimavam as tradições e a esperança na volta do Messias mais do que qualquer outro, rejeitaram e se opuseram a Ele quando Ele veio. Eles estavam adorando as suas tradições mais do que a Deus, então quando Ele veio sem ter a mesma consideração por aquelas tradições que eles tinham, eles não puderam recebê-lo. Aqueles que colocam a sua segurança e fé mais nas suas tradições do que no Deus vivo irão se opor a quase qualquer coisa que Ele esta, de fato, fazendo. Há uma imensa porção da igreja que está cativa ao mesmo espírito religioso que se manifestou nos Fariseus, e ela irá atacar qualquer novo movimento que se levantar na igreja. Quanto mais ungido este novo movimento for, mais estes tradicionalistas serão ameaçados por ele, e com mais veemência eles o atacarão.

Outra causa da Guerra Civil Americana que será paralela com o iminente conflito espiritual foi a reclamação por “direitos estatais” por parte dos secessionistas. Isto se pareceu com um grito por liberdade, mas foi na verdade a reclamação por um direito profano de obstinação e independência. Se tivesse sido liberdade que estava no coração deles, porque eles iriam também exigir a permanência de seus escravos em cativeiro? Da mesma forma, muitos que hoje são veementemente contra organizações e denominações, exigindo sua própria independência, muitas vezes subjugam os seus seguidores com doutrinas de medo, esmagadoras de personalidades, para mantê-los debaixo de seu controle. Tais pessoas farão parte do grupo principal de instrumentos para o acusador no conflito que esta vindo.

A guerra civil espiritual que está vindo será também uma guerra entre as forças da União e as forças da confederação. Há um movimento de unidade verdadeiro, e há um falsificado. O primeiro é baseado no relacionamento que nós temos em Cristo, o que nos torna a todos uma família. O outro é baseado em expedientes políticos, alianças ou organizações feitas para o bem da manutenção do seu estilo de vida, que eles não querem mudar, os quais necessitam ter suas instituições de escravidão e suas tradições.

Deve ser observado também que a própria União permaneceu dividida em toda a Guerra Civil Americana. Houveram grandes problemas com movimentos pela paz, tumultos e protestos, até mesmo com confitos violentos, ocasionalmente. Mesmo assim, eles permaneceram como parte da nação. Nós também podemos esperar que até mesmo dentro daquela parte da igreja que esta lutando pela libertação do oprimido, pela verdadeira liberdade e pela preservação de uma União verdadeira, haverá problemas e divisões. Mesmo assim, as forças da verdadeira União irão superar as suas diferenças e prevalecer.

Como a Guerra Civil Americana, a guerra civil espiritual que esta vindo também será entre os Azuis e os Cinzas. Em sonhos e visões o azul muitas vezes representa a mente inclinada às coisas celestiais, e o cinza fala daqueles que vivem pelo poder de suas próprias mentes (i.e., o cérebro é muitas vezes chamado de “massa cinzenta”). Este será um conflito entre aqueles que podem ser cristãos genuínos, mas que vivem mais de acordo com as suas mentes naturais e sabedoria humana, e aqueles que seguem o Espírito Santo.

Outros Paralelos

Parece ser uma contradição, mas a única maneira pela qual a União poderia ser preservada era se fosse levantada uma liderança disposta a lutar uma guerra civil com o objetivo de preservá-la. A igreja, semelhantemente, está chegando a esse ponto. A única maneira pela qual ela pode atingir uma unidade verdadeira é se os seus líderes estiverem dispostos a combater as forças da escravidão espiritual e da opressão.

Nós nunca podemos esquecer que a unidade da igreja é uma das questões mais importantes para o Senhor. Esta foi uma de Suas mais urgentes orações na noite anterior à entrega de Sua vida pela igreja. Entretanto, Ele também orou naquela noite para que fossemos “santificados na verdade” (veja João 17:17). Ele entregou a Sua vida para nos libertar dos jugos do maligno. A unidade pela qual Ele orou é baseada na verdade, não apenas expedientes políticos, ou concessões moldadas para se manter a paz a qualquer custo. Paz que custa a verdade, ou a liberdade do Espírito, é um jugo de escravidão que só levará para uma divisão ainda maior. Assim como os próprios líderes que pareciam estar trazendo a maior divisão para a nação eram os únicos com a visão e determinação para realmente salvá-la, assim também será naquilo que está vindo sobre a igreja.

Algumas das almas mais nobres na Guerra Civil Americana causaram multidões de mortes desnecessárias, e grandemente prolongaram a guerra, lutando pelo lado errado. Eles lutaram pelo lado errado porque a sua lealdade estava baseada mais em território do que em princípios. Robert E. Lee alegou não acreditar naquilo pelo qual o Sul estava lutando, mas disse que ele não poderia pegar em armas contra a sua terra natal, Virgínia. Quanto a guerra poderia ter sido encurtada, quantas vidas poderiam ter sido salvas, e quanto menos devastação teria ocorrido, se ele tivesse escolhido o lado baseado em princípios ao invés de território? Infelizmente, o mesmo será verdade na iminente guerra civil espiritual. Aqueles que tem mais lealdade a uma posição, ou a uma organização, do que a princípios espirituais genuínos acabarão, da mesma forma, lutando pelo lado errado, mesmo que eles sejam capazes de justifica-lo de mil maneiras. Estes, também, causarão muitas baixas desnecessárias.

Durante um longo período pareceu que o Sul iria vencer a Guerra Civil, e da mesma forma parecerá temporariamente que as forças espirituais de escravidão e rebelião irão prevalecer, mas elas não o farão. O que parecerá, por um tempo, com um dissolvimento total do Cristianismo resultará finalmente em uma de suas maiores vitórias. Como eu escrevi em The Hordes of Hell, Part I, esta guerra fará com que os defensores do Senhor subam a montanha para reinos do Espírito mais altos do que jamais foram. Enquanto o fazem, a Fé, a Esperança e o Amor serão revelados, e vistos de distâncias ainda maiores do que seria possível de outra forma.

As Forças da Vitória

Poucos hoje em dia se dão conta que perto do fim da guerra quase um terço das tropas da União era de negros. Alguns historiadores têm corretamente afirmado que por causa dos movimentos anti-guerra generalizados no Norte, a União provavelmente não poderia ter vencido sem eles. Quando líderes das forças da União cristãs decidirem lutar pelos princípios essenciais de liberdade e verdade, a igreja negra se levantará para lutar, e eles serão as forças principais que trarão a vitória final.

Por causa do destino da igreja negra na América, ela tem sido sujeita aos mais severos ataques sistemáticos do inimigo. Ele têm continuamente tentando semear sementes de controle e manipulação na liderança, e esta usando o Islã para atacar pelo lado de fora. Entretanto, haverá uma geração de líderes de igreja negros que irão trazer livramento de todas as formas de manipulação e controle, e que serão grandes libertadores espirituais que ajudarão a liderar todo o corpo de Cristo através do que está vindo.

Depois desta grande guerra civil espiritual, não haverá mais uma igreja branca e uma igreja negra. Nem continuarão a existir muitas das atuais características distintivas que categorizam os cristãos em grupos. Haverá uma definição inteiramente nova de Cristianismo, a qual o próprio Senhor Jesus já escreveu. O mundo vai nos conhecer pelo nosso amor.

Uma Nova Geração de Líderes

O Senhor levantará líderes espirituais como Abraham Lincoln. Eles estarão dispostos a lutar uma guerra civil para

preservar a união. Como Lincoln, sob as maiores pressões, de forças de dentro da igreja, através do que parecem ser constantes derrotas nos campos de batalha espirituais, eles, também, irão manter a sua direção e não se comprometer até que haja uma vitória completa. Deus deu à América Abraham Lincoln, e Ele não fará menos pela Sua igreja.

Abraham Lincoln é hoje considerado um dos mais notáveis líderes de todos os tempos. Após seu assassinato, Lincoln foi quase imediatamente reconhecido como um dos nossos maiores presidentes. Entretanto, antes de sua morte ele foi um dos homens mais desprezados que já ocuparam o cargo. Ele não era somente desprezado no Sul, mas também nos estados do Norte. Ele era constantemente repreendido e ridicularizado. Muitos dos melhores líderes da nação se recusaram a se associar com ele, e não aceitariam trabalhar no seu governo. Mesmo assim, ele manteve a sua determinação, e fez o melhor que podia com o que lhe foi dado, crendo que se o Senhor era com ele, ele não poderia falhar. Nós precisamos estar preparados para fazer o mesmo. A liderança que precisa dar a direção através do que está vindo não estará aqui para vencer concursos de popularidade. Eles precisam fazer o seu trabalho como ao Senhor, porque poucos homens irão apreciá-los em sua própria época.

Uma das maiores realizações de Lincoln foi travar um conflito tão sangrento e nunca demonizar seu inimigo. Desde o início da história, a primeira estratégia de todo líder em uma guerra é demonizar o seu inimigo para fortalecer o seu apoio e mobilizar as suas forças. É possível que Lincoln pudesse ter vencido a guerra bem mais cedo se ele tivesse feito isto, pois o Norte nunca se mobilizou plenamente para a guerra. Entretanto, Lincoln se manteve focado em seu objetivo final, a preservação da União, o que ele sabia que seria muito mais difícil, se não impossível, se ele demonizasse o Sul. Até o fim ele tratou os seus inimigos com a maior dignidade e respeito. Ele até visitou tropas do Sul em hospitais, porque ele continuou sustentando que eles eram todos Americanos, mesmo que eles tivesse sido corrompidos.

Mesmo com todas as pressões para obter o sucesso no período mais curto, até sofrendo derrota após derrota nos campos de batalha, até quando parecia que iria perder a reeleição para um defensor incondicional da paz, para Lincoln manter seus olhos no propósito final de unidade foi uma graça extraordinária. Esta foi também a caracterísitca de um dos maiores líderes na Bíblia, o Rei Davi. Daví também precisou lutar uma guerra civil com a casa de Saul (veja II Samuel 3). Entretanto, Davi revelou o mesmo tipo de magnanimidade quando insistiu em sempre honrar o Rei Saul, mesmo quando Saul estava atrás de sua própria vida, quando havia guerra com a casa de Saul, e quando a guerra terminou.

Quando a guerra civil espiritual começar a se desdobrar, nós, também, devemos sempre lembrar que não estamos lutando contra carne e sangue, mas estamos na verdade lutando pela libertação daqueles que poderão estar em conflito conosco. A visão de unidade de Lincoln incluiu o Sul como parte da União, e considerá-los qualquer coisa diferente do que Americanos era contrariar a sua visão básica de preservação da União. Independentemente de quanto enganados alguns possam estar, se eles têm abraçado a cruz de Jesus Cristo, são nossos irmãos, e aqueles pelos quais nosso Salvador deu a Sua vida para salvar. Nós não estamos lutando contra pessoas, mas contra as forças que as enganam e cegam.

Philip Elston teve uma visão alguns anos atrás na qual ele viu o Senhor de pé com Seus braços estendidos. Soldados em uniformes azuis e cinzas estavam marchando até ele, de ambos os lados, e colocando as suas espadas ensangüentadas em Seus braços. O Senhor resolutamente olhou nos olhos de cada um, dizendo: “Ninguém que tenha o sangue de seu irmão em sua espada será usado para construir a Minha casa.” Nós não podemos usar nossas espadas contra nossos irmãos, mas apenas contra os cordões do mal que os estão prendendo.

É verdade que existem os filhos de “seu pai, o diabo,” com grande influência no corpo de Cristo, assim como havia em Israel quando o Senhor andou na terra. Estes devem ser confrontados e expostos, e convertidos ou removidos do seu lugar de influência na igreja. Nem o Senhor nem os apóstolos se abstiveram de confrontá-los, denunciá-los, e quando necessário, removê-los da igreja. Assim como no primeiro século, eles podem ser distingüidos pelas suas tentativas de espiar a nossa liberdade e escravizar a igreja, ou semear as doutrinas que as Escrituras chamam de fermento.

É importante notar também que alguns dos maiores reavivamentos na história da nossa nação aconteceram entre as tropas do Sul durante a Guerra Civil. Muitos generais sulistas foram líderes do reavivamento. O Senhor veio para salvar os rebeldes, entre os quais nós todos já fomos encontrados. Que nós nunca esqueçamos que estamos aqui para salvar os homens, e os libertar. A igreja em breve estará cantando "The Battle Hymn of the Republic" com entendimento muito maior (N.T.: Trata-se de um hino patriótico, escrito por Julia Ward Howe em novembro de 1861, que foi popularizado durante a Guerra Civil Americana. Sua adaptação para o português é conhecida como “Vencendo vem Jesus”).

Resumo

Então, o que podemos fazer se isto acontecer? Primeiro, todos os movimentos que estão trabalhando para trazer a unidade da igreja realmente têm sido enviados por Deus. Seu objetivo é fortalecer nossa unidade para o que esta vindo. Eu creio que nós devíamos apoiar a cada um o quanto pudermos. Nós devíamos também fazer todo o possível para nos reconciliarmos com aqueles com quem temos diferenças. Alguns dos que podemos achar que são nossos inimigos serão nossos melhores amigos naquilo que está vindo, e alguns que pensamos serem nossos melhores amigos, poderão se tornar inimigos. Nós devemos fazer tudo o que podemos para fortalecer cada relacionamento, e nos reconciliarmos com aqueles que pudermos.

Nós devíamos também fazer tudo o que podemos para fortalecer as verdades essenciais da nossa fé, em nós e em quem nós somos chamados a servir através de liderança. A verdadeira unidade da fé nunca poderá vir com o comprometimento das nossas crenças. Nós também somos chamados a seguir o Cordeiro, não apenas uma organização. Aqueles que têm construído as suas vidas, ou posições de liderança, sobre a obediência a uma organização ao invés de buscando sempre seguir o Senhor, estão correndo o mais sério perigo de se tornarem pedras de tropeço.

Nós somos chamados para vencer o mal com o bem. Nós expulsamos as trevas com a luz. Permita ao Senhor examinar o seu coração para ver se de alguma forma você está usando um espírito de controle, manipulação, ou meios diferentes dos do Espírito Santo para atingir os seus objetivos. As raízes que o inimigo tem em nós através destas coisas irão nos causar muitos problemas no futuro. Que nós não nos julguemos, para também não sermos julgados. Se nos humilharmos agora, Ele irá nos levantar no momento apropriado.

NOTA: Para aqueles que podem estar se perguntando, eu sou um sulista branco, nascido na Carolina do Norte e criado em Richmond, Virgínia. Meus ancestrais eram donos de escravos. Eu amo o Sul, e acredito que aonde abundou o pecado, a graça irá abundar muito mais. Na guerra civil espiritual que está vindo, a igreja no Sul estará do lado certo (N.T.: Estas observações se referem ao autor do artigo).

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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Obediência ao Chamado

Palavra que ministrei na quinta-feira, dia 18/01/2007, na Comunidade Vinde (www.comunidadevinde.com.br), em Canoas.

    Obediência ao Chamado à Guerra

    1 Samuel 15:1-23

    1Sa 15:1 Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora as palavras do Senhor.
    2
    Assim diz o Senhor dos exércitos: Castigarei a Amaleque por aquilo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, ae subir ele do Egito.
    3
    Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e o destrói totalmente com tudo o que tiver; não o poupes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.
    4
    Então Saul convocou o povo, e os contou em Telaim, duzentos mil homens de infantaria, e mais dez mil dos de Judá.
    5
    Chegando, pois, Saul à cidade de Amaleque, pôs uma emboscada no vale.
    6
    E disse Saul aos queneus: Ide, retirai-vos, saí do meio dos amalequitas, para que eu não vos destrua juntamente com eles; porque vós usastes de misericórdia com todos os filhos de Israel, quando subiram do Egito. Retiraram-se, pois, os queneus do meio dos amalequitas.
    7
    Depois Saul feriu os amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito.
    8
    E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas, porém a todo o povo destruiu ao fio da espada.
    9
    Mas Saul e o povo pouparam a Agague, como também ao melhor das ovelhas, dos bois, e dos animais engordados, e aos cordeiros, e a tudo o que era bom, e não os quiseram destruir totalmente; porém a tudo o que era vil e desprezível destruíram totalmente.
    10
    Então veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo:
    11
    Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e clamou ao Senhor a noite toda.
    12
    E Samuel madrugou para encontrar-se com Saul pela manhã; e foi dito a Samuel: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si numa coluna e, voltando, passou e desceu a Gilgal.
    13
    Veio, pois, Samuel ter com Saul, e Saul lhe disse: Bendito sejas do Senhor; já cumpri a palavra do Senhor.
    14
    Então perguntou Samuel: Que quer dizer, pois, este balido de ovelhas que chega aos meus ouvidos, e o mugido de bois que ouço?
    15
    Ao que respondeu Saul: De Amaleque os trouxeram, porque o povo guardou o melhor das ovelhas e dos bois, para os oferecer ao Senhor teu Deus; o resto, porém, destruímo-lo totalmente.
    16
    Então disse Samuel a Saul: Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. Respondeu-lhe Saul: Fala.
    17
    Prosseguiu, pois, Samuel: Embora pequeno aos teus próprios olhos, porventura não foste feito o cabeça das tribos de Israel? O Senhor te ungiu rei sobre Israel;
    18
    e bem assim te enviou o Senhor a este caminho, e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que sejam aniquilados.
    19
    Por que, pois, não deste ouvidos à voz do Senhor, antes te lançaste ao despojo, e fizeste o que era mau aos olhos do Senhor?
    20
    Então respondeu Saul a Samuel: Pelo contrário, dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou, e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e aos amalequitas destruí totalmente;
    21
    mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do anátema, para o sacrificar ao Senhor teu Deus em Gilgal.
    22
    Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros
    23
    Porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei.

Saul foi escolhido por Deus para ser rei e livrar Israel de seus inimigos, os amalequitas. Nós também fomos chamados para reinar (Ap 5:10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.) e também temos uma guerra, porém uma guerra espiritual.

Infelizmente, Saul foi fiel apenas em parte à sua missão.

Erro de Saul: Tolerância com o que agrada à carne

V9: Mas Saul e o povo pouparam a Agague, como também ao melhor das ovelhas, dos bois, e dos animais engordados, e aos cordeiros, e a tudo o que era bom, e não os quiseram destruir totalmente; porém a tudo o que era vil e desprezível destruíram totalmente.

Ele achou que poderia preservar aquilo que lhe agradava. O Senhor requer que nós busquemos a santificação plena.

Hábitos pecaminosos: fofocas, mentiras, hipocrisia, inveja

Relacionamentos em jugo desigual

A Bíblia nos alerta a não dar lugar ao diabo em nossas vidas.

Erro de Saul: Enganar-se a si mesmo de que esta fazendo a vontade de Deus

V 20. Pelo contrário, dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou, e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e aos amalequitas destruí totalmente;

Erro de Saul: Buscar justificativas

V 21. mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do anátema, para o sacrificar ao Senhor teu Deus em Gilgal.

Colocar a culpa em outros, nas circunstâncias. Assim como Adão colocou a culpa em Eva por ter pecado, Saul estava colocando a culpa no povo.

Samuel declara que agindo dessa forma, Saul estava cometendo pecado de feitiçaria diante de Deus. Ao desobedecer a Deus, Saul estava se entregando ao domínio de Satanás.

Ainda pior do que o reinado de Saul foi o reinado de Acabe, no tempo do profeta Elias.

1Rs 16:30 E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que o antecederam.
1Rs 16:31
E, como se fosse pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e foi e serviu a Baal, e o adorou;
1Rs 16:32
e levantou um altar a Baal na casa de Baal que ele edificara em Samária;
1Rs 16:33
também fez uma asera. De maneira que Acabe fez muito mais para provocar à ira o Senhor Deus de Israel do que todos os reis de Israel que o antecederam.

A contaminação espiritual foi total. Ao permitir e até incentivar o culto a Baal, Acabe trouxe profunda miséria ao povo. Chegou a tomar por esposa Jezabel, uma adoradora de Baal. Para combater todas essas abominações, Deus chamou Elias. Ele sozinho destruiu 450 profetas de Baal e foi reconhecido como profeta do Deus vivo.

Contaminação de Baal: idolatria

A adoração ao verdadeiro Deus foi confundida. Baal estava sendo colocado no lugar do Senhor.

I Reis 18:21 – Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.

O nome Jezabel significa “Baal é Senhor”. O desejo de Satanás é impedir que Deus seja glorificado. Ele gostaria de ser semelhante ao Altíssimo (Is 14:14).

Contaminação de Baal: prostituição

Seus seguidores praticavam prostituição como adoração no templo de Baal.

I Reis 14:24 - Havia também na terra prostitutos-cultuais; fizeram segundo todas as coisas abomináveis das nações que o SENHOR expulsara de diante dos filhos de Israel.

Contaminação de Baal: religiosidade vazia

A idolatria dessa religião exigia rituais que incluiam até mesmo a mutilação.

I Reis 18:26-28 - Tomaram o novilho que lhes fora dado, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém não havia uma voz que respondesse; e, manquejando, se movimentavam ao redor do altar que tinham feito. Ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará. E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, segundo o seu costume, até derramarem sangue.

Posicionamento de Elias

Elias confrontou os profetas, denunciando o engano que pregavam. Baal decepcionou, porém o Senhor respondeu e se manifestou diante de todo o povo.

I Reis 18:38-39 – Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!

O ministério de Elias trouxe restauração do culto à Deus. Ele não permitiu nem mesmo a sobrevivência dos falsos profetas no meio do povo.

I Reis 18:40 – Disse-lhes Elias: Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou.

O espírito de Jezabel atua ainda hoje.

Ap 2:20 Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificdas a ídolos;

Os mesmos demônios do tempo de Jezabel, Acabe e do culto à Baal ainda atuam hoje, trazendo idolatria, prostituição, religiosidade, violência, miséria.

Mas nós fomos chamados para vencer todo mal.

Ap 2:7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.

A palavra no original para “vencer” é nikao, que significa subjugar, conquistar, obter a vitória. É um termo usado em atividades guerreiras.

2 Cor 10:4-5 pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo;

Precisamos combater todo o engano demoníaco que se encotra em nossa sociedade.

As fortalezas de Satanás devem ser atacadas e vencidas, pois maior é aquele que esta em nós.

Ef 6:12 pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.

O nosso inimigo tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não conheçam o verdadeiro evangelho (2 Cor 4:4), mas a nós foi dada autoridade sobre todo poder maligno (Lc 10:19). A igreja primitiva venceu Diana, chamada de Artemis pelos gregos, e em Éfeso, aonde se situava o seu templo, se estabeleceu uma forte igreja (At 19).

Armas espirituais

Direção e discernimento do Espírito, oração, jejum, proclamação da Palavra

Ap 12:11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.